Porque quando alguém olhar no fundo dos seus olhos, você vai lembrar que ninguém nunca vai enxergar você como eu enxergava. Ninguém vai ser capaz de atravessar essa sua barreira eu-não-preciso-de-ninguém exatamente como eu fazia, nem conseguir ver a melhor pessoa do mundo através do seu orgulho ou da sua falta de fé. Ninguém nunca vai conhecer você como eu conhecia, ou desvendar os lados que só eu via. Ninguém vai ser capaz de te fazer ver o lado bom das coisas como eu, ou te fazer rir das coisas que normalmente te fariam chorar ou se afastar. Ninguém nunca vai te ligar no meio da noite, mesmo depois de você deixar claro e dizer que não quer a companhia de ninguém. Ninguém nunca vai acreditar em você como eu acreditei, me preocupar como eu me preocupei, me importar como eu me importei, saber de você como eu sabia, querer você como eu queria. Ninguém nunca vai te amar como eu amei, ou vai ter tanta fé em você como eu tive. Ninguém vai fazer aquela voz de manha irresistível que você odiava confessar que ama. Ninguém vai acordar de madrugada pra ouvir suas crises existenciais e você nunca vai se sentir tão a vontade ao falar dos seus problemas e do seu dia como sentia ao falar comigo. Ninguém nunca vai tirar sua razão, teimar com você, fazer birra, cara feia e bater o pé como eu fazia. Ninguém nunca vai te tirar do sério ou te deixar com raiva do mundo como eu. Ninguém nunca vai limpar suas lágrimas ou chorar com você como eu fazia, ou anotar seu horário na capa do livro favorito. Ninguém nunca vai cuidar de você como eu cuidava. Ninguém nunca vai sentir sua falta como eu sentia, te perdoar como eu perdoei e insistir em você como eu insistia. Ninguém nunca vai ser o que eu fui, nunca. Em nenhum momento das suas tentativas absurdas de tentar provar para si mesmo que sabe viver muito bem sem mim. Mas você perdeu. Tudo isso. Tudo isso que você sempre amou, tudo isso que você vai sentir falta, tudo isso que você vai querer de volta. Que vai lembrar quando deitar a cabeça no travesseiro ou quando ouvir uma música melosa tocar. Você perdeu tudo o que não vai ter de mais ninguém exatamente como era e vai ter que se contentar com qualquer outra coisa que chegue ao menos perto da forma exata que te agrada… Que só eu sabia. E você perdeu tudo isso pela sua capacidade imensa de amar e confiar em alguém.

A presença da solidão me sufoca, chega a ser pior do que estrar entre uma multidão. Eu me sinto tão perdida que, embora saiba todos os caminhos, não consigo seguir uma única direção. (illbestrong)


Nem tão íntimas e não tão desconhecidas, nem tão próximas e nem tão distantes, mas, eu me sinto no dever de escrever aquelas coisas bonitas pra você. Sempre te vi de longe, era uma força tão grande, e isso sim era digno de ser invejado. Você nunca abaixou a cabeça, sempre tinha na ponta da língua a coisa certa pra dizer, mesmo que a coisa certa fosse “manda ele ir tomar no cu”. Não importava, você disse, eu sabia que devia ouvir. Já te disse isso um milhão e meio de vezes, mas, eu quero ser como você quando eu crescer. Eu quero falar quem eu sou e, mais do que tudo, ter certeza de quem eu sou. Eu quero fazer as coisas por mim sem me importar com o que os outros vão dizer, quero viver a vida como se ela fosse uma estrada sem rumo certo, em que eu só precisasse seguir na maior velocidade. Sem me importar com a sinalização ou com os buracos que vão surgir, talvez cair e levantar, mas, ainda assim, correr, seguir. Hoje é seu aniversário, mas, eu tenho que te dar parabéns por quem você é. Que seu dia seja lindo, que você tropece na pessoa que você sente falta, e que ela te de um abraço de presente. Desejo paz, amor, saúde, dinheiro, coisas boas, e tudo mais que todo mundo sempre deseja. E, mais uma vez, parabéns, por você. (illbestrong)


Dói gostar de você e, por mil motivos, o pior, é que você não consegue perceber. Eu te amo nas menores coisas e você não enxerga, eu te amo nas maiores e você não percebe, eu te amo alto e você não escuta, e te amo baixo e você não sente. É frustrante. Eu pego o telefone, incontáveis vezes, e engulo o maior orgulho e o transformo em coragem, penso nas melhores palavras e quando eu escuto alguma voz, é um gravação boba da operadora que diz “sua chamada está sendo encaminhada para caixa de mensagens, e estará sujeita a cobranças após o sinal”. Eu sempre desligava no começo, mas, dessa vez, não importa, se você não quisesse ouvir, eu iria falar da mesma forma. 

“Caixa de mensagens, não é a primeira vez que eu venho aqui, de longe pode ser a milésima. Nunca tive tantas coisas pra te dizer como nessa tarde, mas, o acúmulo de sentimentos incompletos me trouxe até aqui. Sempre te digo coisas lindas e guardo as que machucam aqui, na minha garganta, de um modo que nem o maior dos impulsos poderia tirá-las deste enorme alojamento. Hoje, com motivos, eu tenho algumas que precisam sair. Você é injusto e maldoso. Que tipo de pessoa some por meses, longos meses, e depois volta dizendo que me ama? Uma pessoa maravilhosa, você deve ter respondido. E que tipo de pessoa maravilhosa faz isso e depois some outra vez? Não é justo. Eu já estava sendo boa em fingir que não lembrava de você, era fácil, ninguém perguntava e eu não tinha nada a responder. Eu te via de longe, nos lugares, nas fotos, com outras garotas, os meus famosos pedaços, e já até me contentava, a saudade conseguia se conter. Hoje é seu aniversário, o seu dia, e eu, apesar de querer te abraçar e não poder, queria te dar uns tapas. Você nunca entendeu o quanto me incomodava te ver mais longe do que o comum, mais de outras do que de mim, tão fechado que nem eu conseguia abrir. Hoje, de presente, eu te peço meu coração de volta. Dói ver ele no seu bolso, ver que ele é como uma foto na carteira, você olha algumas vezes, mas, logo pega o que te interessa la dentro, fecha e guarda. Dói ver que você só se importa quando eu me canso, só volta quando eu vou, só fica quando eu desisto. Dói perceber que você só me ama quando me perde, quando sabe que eu cansei, e quando sabe que você não vai mais ter. Dói enxergar que você usa palavras lindas pra me manter por perto e, antes que eu acredite nelas, você some de novo. Hoje eu estou abrindo mão, não sei ao certo de que, mas, é a última vez que a sua caixa de mensagens me ouve ao invés de você. Eu poderia te dar um presente, na verdade, poderia ir agora na sua casa te ver e dizer que não preciso de você, mas, que adoraria te ter por perto hoje e o resto dos dias, mas, não posso. Não posso por que você não deixa, você não mostra que quer, e eu não vou mais insistir. Não precisa vir até mim com lindas palavras de novo por que não vai funcionar, não pode funcionar, e eu volto a dizer o quanto você é injusto. Por que eu sei que assim que eu sumir, você vai dizer que sente minha falta, mas, há uma diferença dessa vez; Dizer que sente saudade não vai ser motivo suficiente pra que eu volte.”

Desliguei. Antes eu estava com os olhos marejando, mas, agora já estou com o rosto todo molhado. Confesso que minha mão e meu coração quase te ligaram outra vez ou, por medo de perder, te mandaram mensagens. Mas, dessa vez, a razão me pediu um favor; “Desiste”. Estou eu aqui, me despedindo, e dessa vez, só há uma coisa que me faça voltar; O seu amor tem que ser muito mais do que palavras bonitas para me reconquistar. (illbestrong)


Eu nunca disse que te amava, mas, eu sempre te amei. Acho que eu sempre quis dizer que te amava, mas, eu não o sabia fazer. Hoje, por um motivo qualquer, me deu vontade de dizer. Lembra quando eu te dei a minha blusa xadrez e disse que você ficava lindo nela? Era mentira, você ficava horrível, mas, eu amava o sorriso que você dava quando usava algo meu. Lembra quando você ficou me chamando na frente de casa? Na chuva? Por quase duas horas? Eu estava na janela, te olhando, e quando eu abri a porta de casa, mesmo que você não merecesse, eu estava dizendo que te amava. Lembra da vez em que você dormiu de cueca, acordou com o meu pijama e enrolado na minha coberta? Eu passei a noite toda tremendo de frio, mas, eu precisava de um jeito pra dizer que te amava, e ainda assim, quando você acordou e me perguntou “por que?” eu não soube dizer. Lembra quando eu dei minha moeda da sorte? Eu já tinha dito inúmeras vezes que a amava, e te entreguei ela. Mesmo quando você comprou chiclete com ela e eu te soquei, bom, eu quis dizer que te amava. Lembra quando você disse “quero almoçar uma comida feita por você”? Eu acordei as oito horas da manhã, em ponto, e fui pra cozinha. Quando você comeu tudo, eu quis dizer que te amava, mas, preferi trazer a sobremesa. Lembra quando eu fiz pipoca e a joguei no seu cabelo? Te dei um beijo e disse “eu te, eu tenho que beber água”. Juro, por tudo, eu tentei falar que te amava, mas, não saiu. Lembra de quando você quebrou meu violão, mas, me levou pra comprar outro? Eu te fiz uma música, bom, nela sim eu disse tudo que você me fazia sentir, mas, ainda assim, o “eu te amo” ficou em falta. Lembra de quando você me disse as coisas mais lindas? Disse que eu era a garota da sua vida? Eu disse que você era importante, só isso, foi o que eu consegui tossir em forma de palavras. E lembra de quando você foi embora? Eu não disse nada, por que, sairia, provavelmente, o que nunca saiu. Sairia todo o meu amor, todo o meu afeto, sairia eu e você em uma frase. Eu engoli a seco, deixei transbordar, e as lágrimas quase me afogaram, mas, eu sobrevivi. Quando você voltou, bom, eu quis te abraçar e dizer o quanto eu te amava, mas, eu só consegui te apertar entre os meus braços, com todo o meu amor, sem nada dizer. E hoje, bom, hoje que você já desistiu de ouvir eu preciso te dizer, sempre amei você. Te amei em todos esses gestos e você nunca viu. Te amei nas menores partes, nas maiores e nas que você nem lembra. Te amei quando te dei tudo de importante pra mim, até meu coração. Te amei quando te abracei forte e comecei a chorar por medo de te perder. Te amei em todas as horas, por motivo nenhum, eu te amei. Apesar de nunca ter dito, e de que dizer agora não vai fazer muito sentido, eu amo você. (illbestrong)


Acho que o meu maior erro foi ver, na verdade, esse sempre foi o meu único erro quando se tratava de você. Ver; Oceanos em poças d’água, palácios em castelos de areia, amor em amizade, verdade em falsidade, abraços em apertos de mão e sorrisos verdadeiros em pura ilusão. Ver deixou de ser o problema quando eu passei a sentir, mais, muito mais do que o necessário. Eu sentia muito amor, muita saudade, muito vazio e até mesmo muita falta de sentir. Viver de excessos passou a ser especialidade, e até quando eu tentei cortá-los, acabei exagerando. Ser tudo ou nada, oito ou oitenta, um polo ou o outro, sempre fez com que eu quisesse o equilíbrio, o meio termo, você. Você que sempre era a metade, o morno, o presente, sem extremos, sem os meus extremos. Você, tão oposto de mim, me fez querer mais do que tudo te ter. Não acredito que os opostos se atraem, acredito nas pessoas, e quando elas tem os nossos nomes, não nego, acredito dez vezes mais. Se me perguntarem ainda vou dizer que nem lembro mais de você, que já foi, que já passou. Mas, por dentro? É você. O meu jeito de andar é você, meu sotaque é você, minha gargalhada é você, meu choro é você, meu abraço é você, minha saudade é você, meu amor é você, tudo, você. (illbestrong)


“Eu não choro.” Escreveu ela com os olhos cheios de lágrimas.

(Illbestrong)


Joga pra cima sem se importar aonde vai cair, corre, vive, isso é a prova de que você não veio aqui só para existir. Abraça com força e beija com vontade, ri alto o bastante para que todos ouçam e sorriam sem simplicidade. Dança na chuva até que ela seja forte o bastante pra te arrastar, se acontecer, aprenda a nadar. Pule o mais alto que conseguir, pegue quantas estrelas puder pegar, se as confundir com pessoas, melhor, também aprenda a amar. Se doer, chore, mas, aprenda as lagrimas secar. Se cair, erga-se, é sempre bom saber levantar. Faça o máximo que puder, de o máximo de si, quantas histórias podem substituir o “era uma vez” por um “eu vivi”? (illbestrong)


Olá.

bem… meu nome é Lorenna, sou cristã, moro em Fortaleza-Ce.

vi seu tumblr recente e li um texto seu muito lindo e mostrei para minha mãe, pois ela ama textos que expressam os sentimentos que ela também sente. Ela adorou e copiou e colocou no facebook dela (aqui o link caso vc queira ver: http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=174504972658930&id=100002982856367) e nisso surgiu bastante comentários de umas amigas dela querendo saber quem é o autor e etc.. Vc tem belas palavras, sabe se expressar e por para fora aquilo que vc deixa exposto que te machuca, isso é bom e lindo para quem lê quando se depara que  não é a unica (o) que tbm sofre com devidas razões, seja de amor ou de abandono. Espero que não se encomode por minha mãe ter ‘copiado’ seu texto, ela apenas amou e quis compartilhar suas belas e sábias palavras. Fique com Deus e me desculpe por qualquer coisa. Abraços. :)

VEI, TO MUITO FELIZ COM OS COMENTÁRIOS, NA BOA, obrigada <3


Eu nunca te disse, mas, lembra aquela vez que tudo que você me deu foi desamor? Eu chorei. Lembra de quando eu disse que te amava e você, ao invés de retribuir, disse que gostava da minha risada? Eu nunca mais disse que amava nada, nem ninguém, acho que tive medo de ouvir que o meu cabelo estava bonito como resposta. Lembra de quando eu te abracei e você deu três tapinhas nas minhas costas? Eu perdi o jeito de te abraçar. Lembra de quando eu te liguei e você disse que não podia falar, com algumas gargalhadas ecoando, disse um pouco mais alto que a ligação estava ruim? Eu apaguei o seu número, mas, ainda não tinha apagado você. Lembra de quando eu te comprei um presente e você foi tirar foto com ele e, bom, nem um olhar agradecido eu ganhei? Naquele dia perdi a vontade de te surpreender. Fui perdendo, aos poucos, só perdendo. Lembra de quando te fiz uma música e você disse que ficaria melhor com outro alguém cantando? Eu parei de cantar. Lembra de quando você estava doente? Disso provavelmente você se lembra, pois, fui eu quem se dispôs a te cuidar quando todos os outros sorrisos e pessoas estavam ocupadas de mais pra te ligar. Lembra de quando você colocou aparelho e perdeu a vontade de sorrir? Apesar de nunca ter precisado, eu coloquei também, e disse que não abriria a boca até que você a começasse a abrir. Lembra de quando você quebrou a perna e não me deixou assinar o seu gesso? Te desenhei com a perna quebrada na minha parede, pois, assim pude escrever em qual parte de você me desse desejo. E por falar em desejo, bom, se lembra quando eu perdi o desejo de você? De quando eu lembrei do teu desamor, das suas malcriações, das suas brincadeiras de mal gosto, e do principal? De que você só lembrava de mim quando o resto esquecia de você? Lembra? Porque eu nunca vou esquecer. Esse foi o dia em que eu passei a olhar pra mim e deixei de enxergar você. (illbestrong)